Este artigo analisa a evolução histórica e as perspectivas futuras do Sistema Cantareira, um dos maiores complexos de abastecimento de água do mundo, responsável por atender cerca de 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo. O estudo abrange o período de janeiro de 2012 a dezembro de 2025, utilizando métodos avançados de séries temporais, como o X-13 ARIMA- SEATS, o filtro Hodrick-Prescott (HP) e o algoritmo de Bry-Boschan. Os resultados evidenciam a severidade da crise hídrica de 2013-2015, na qual o sistema operou com o “Volume Morto” por 18 meses.
A análise de sazonalidade revela que os meses de abril e maio são críticos para a segurança hídrica, enquanto o sistema atinge seus níveis mínimos entre outubro e novembro. Em fevereiro de 2026, o sistema operava em Faixa de Restrição, com menos de 50% da sua média histórica. As projeções indicam uma tendência estrutural de queda e alta vulnerabilidade a novos períodos de estiagem, dependendo de cenários climáticos favoráveis para evitar o retorno ao volume morto até 2028.
Palavras-chave: Sistema Cantareira; Recursos Hídricos; Séries Temporais; ARIMA; Ciclos; Filtro
Hodrick-Prescott.
Mario Antonio Margarido [1]
Frederico Araujo Turolla [2]
[1] Doutor em Economia Aplicada (Esalq/USP). Senior Partner e Líder de Econometria da Pezco Economics e Pesquisador do PSP Hub. Email: mario.margarido@pezco.com.br
[2] Doutor em Economia de Empresas (EAESP/FGV). Senior Partner da Pezco Economics e Presidente do PSP Hub. Email: fredturolla@pezco.com.br