Estudo da Pezco Economics avalia os benefícios gerados pela Regenera Rio, empresa de resíduos sólidos urbanos do Grupo Aegea, que opera cinco Estações de Transferência no Rio de Janeiro e o CTR Rio, em Seropédica, um dos maiores aterros sanitários bioenergéticos da América Latina. Em 2025, a unidade tratou 3,39 milhões de toneladas de resíduos.
A partir de parâmetros da literatura nacional e internacional, o estudo estima que a substituição de lixões por destinação ambientalmente adequada evita entre R$ 466 milhões e R$ 690 milhões por ano em custos sociais e ambientais. A operação também está associada à prevenção de 28 mil a 44 mil internações anuais por doenças diarreicas, à redução de cerca de 227 mil tCO₂e em emissões e à captura de 65 a 69 mil toneladas de metano por ano.
Somados ao efeito potencial sobre o PIB regional, os benefícios monetizados chegam a R$ 1,40 a R$ 1,65 bilhão por ano, o equivalente a R$ 3,20 a R$ 3,80 para cada R$ 1 desembolsado pela Comlurb. Sem o efeito sobre o PIB, a relação ainda é positiva, de R$ 1,09 a R$ 1,68. O estudo mostra como a gestão de resíduos pode transformar passivos ambientais em valor econômico, climático e social.